Coordenador do programa de NUPDECs em Jaraguá do Sul apoia o Guia de Autoproteção

Palestra COMPDEC - Guia de Autoproteção para Desastres e Situações de Anormalidade 0
A população mundial tem passado, nos últimos tempos, por desastres de média e grandes proporções. Nossos antepassados, ao instalarem-se, buscavam sempre locais tidos como seguros para serem habitados. Hoje nosso planeta possui mais de 7.300.000.000 de pessoas sendo que nascem cerca de 300.000 todos os dias.
No entanto, esses números não necessariamente tem influência com os eventos naturais que assistimos ao redor do mundo todos os dias. O que torna um evento natural em um desastre é a exposição humana a ele, ou seja, nossa vulnerabilidade foi aumentada consideravelmente tendo em vista os locais e as formas do crescimento mundial.
Fazer com que as pessoas habitem sempre locais seguros contra a maioria dos fenômenos naturais extremos, além de uma tarefa muito difícil aos governos de forma geral, não necessariamente impede o indivíduo de vivenciar, ou ser diretamente atingido, por um desastre. Longas crises financeiras, falta de energia elétrica, água tratada, abastecimento dos itens básicos de manutenção humana, que, muitas vezes, foge do controle governamental ou demoram longos períodos a retornarem a normalidade. Esses são exemplos de situações em que não apenas pessoas que habitam áreas de riscos estão vulneráveis a vivenciarem, mas sim toda a população.
Diante disso a população tem se conscientizado cada vez mais da importância de preparar-se para qualquer situação anormal e crítica que possa vivenciar, já que restou comprovado na prática que uma pessoa que depende exclusivamente de ajuda de ente público ou de terceiros pode aguardar por muito tempo por um auxílio que talvez não virá tão cedo.
Ao encontro dessa necessidade, cada vez mais presente na vida dos seres humanos, uma pessoa de visão, Paulo de Almeida, presenteia a comunidade com o guia de autoajuda, ou seja, sob uma ótica e com orientações criteriosas que todos estamos sujeitos a vivenciar, o Autor traz formas de auto proteção ao leitor. O fato de ignorarmos que a qualquer momento podemos ser obrigados a encarar uma situação de necessidade de sobrevivência e não termos a mínima noção de como nos prepararmos para isso, aumenta muito a chance de sermos uma das vítimas fatais ou de sofrermos grandes ou irreversíveis danos físicos e/ou materiais.
Tenho certeza que o guia de auto proteção, além de uma inovação em âmbito nacional, permitirá que muitas vidas sejam, direta e indiretamente, salvas. Tenho orgulho em ter acompanhado o nascimento desta obra, ter ciência de sua importância dentro de um contexto de todo um sistema que é a defesa Civil e muito satisfeito em poder ver que a população não está à mercê apenas de um governo que nem sempre retribui seu povo com assistência que mereceria, mas que também não cruza os braços e aguarda sua vida acabar.
O autor, através do guia, fornece uma lição de como se constrói política de proteção e defesa civil, na qual não podemos nos dar ao luxo de não apreciar. Vulneráveis todos estamos, preparados apenas alguns, pois como podemos extrair do guia: ” o vento sempre sopra mais fraco pra quem está preparado para uma ventania “.
Kristian Robson Iachinski – Coordenador do Programa de NUDECs na Secretaria de Proteção e Defesa Civil de Jaraguá do Sul/SC

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