Autor do livro Guia de Autoproteção para Desastres e Situações de Anormalidade é entrevistado pelo CEPED/UFSC

Entrevista ao CEPED/UFSC 0

Com o objetivo de levar a todos os cidadãos as informações necessárias para que possa ser desenvolvida uma sensibilidade que lhes permita e incentive a preparar-se para enfrentar situações de emergência, tornando-os mais resilientes e menos vulneráveis, Paulo de Almeida escreveu o livro “Guia de Autoproteção para Desastres e Situações de Anormalidade”.

O autor é empresário e há muitos anos colabora como voluntário da Defesa Civil de Jaraguá do Sul. Atuou como consultor de defesa civil pela Associação de Municípios do Vale do Itapocu (AMVALI) de 2010 à 2013, auxiliando os municípios da região na formação de estruturas de defesa civil, planos de emergência e prevenção de cheias. É autor do livro “Bombeiros Voluntários de Jaraguá do Sul – Uma história que não deve ser apagada (2012, Design), do “Manual de Operações do Grupo Voluntário de Busca e Salvamento GERAR (Em fase de publicação) e idealizador e colunista do site www.areafria.com.br.

Leia, a seguir, a entrevista realizada com Paulo de Almeida a respeito da publicação “Guia de Autoproteção para Desastres e Situações de Anormalidade”.

 1) Paulo, há mais de 8 anos você atua como agente voluntário de Defesa Civil em Jaraguá do Sul. De que maneira esta experiência o motivou a escrever um guia de autoproteção e o que você pretende com esta iniciativa?

Paulo: Minha maior motivação foi exatamente o contato com cenários de desastres, com pessoas desalojadas e desabrigadas. Fui bombeiro voluntário em Jaraguá do Sul de 2003 à 2011 e faço parte de um grupo voluntário de busca e salvamento desde 2009 e todo esse tempo mantendo contato direto com pessoas atingidas por desastres me fez perceber a necessidade de dar proteção à minha família e ao perceber que seria útil pra minha família eu resolvi expandir para todas as pessoas através de uma publicação.

 2) Qual a importância do voluntariado nas ações de Redução de Riscos de Desastres? Que conhecimentos prévios são necessários e que orientações você oferece àqueles que querem iniciar um trabalho voluntário em Defesa Civil?

Paulo: O voluntariado é de extrema importância, pois é ali na comunidade que os desastres têm seu maior impacto e quando há pessoas preparadas esse impacto pode ser minimizado. No próprio guia eu abordo essa questão, orientando as pessoas que sentem vontade de ajudar de alguma forma que façam isso em tempo de normalidade, procurem a defesa civil de seu município e participem do programa de NUPDECs (Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil), pois através deste programa irão ter inúmeras capacitações e dessa forma passarão a fazer parte da solução que tanto buscam.

3) No seu site ” www.areafria.com.br” você lançou, inclusive, uma campanha de apoio à divulgação do livro. Você poderia nos explicar melhor qual a sua ideia com a campanha. Neste sentido, gostaríamos de saber, na sua opinião, quais os desafios estão colocados para produzir e divulgar conhecimentos nesta área no Brasil?

Paulo: A ideia de criar um site específico para divulgação do livro foi exatamente em virtude da grande dificuldade que há em conseguir apoio para a publicação desse material, foram realizadas tentativas por vários meios sem sucesso, tenho impresso uma pequena quantidade que apenas foi possível através do patrocínio de algumas empresas de conhecidos. No site http://guiadeautoprotecao.areafria.com.br podem ser encontradas duas campanhas diferentes, o projeto de patrocínio de empresas para impressão de lotes de 10 mil livros, os quais devem ser entregues gratuitamente para as comunidades e a outra campanha está baseada no conceito de crowdfunding, no qual qualquer visitante do site pode apoiar o projeto com a doação de pequenas quantidades de forma pessoal.

O grande desafio está sempre na sensibilização daqueles que tem condições suficientes para financiar tanto a produção quanto a divulgação destes conhecimentos.

4) Por fim, como o seu livro foi estruturado? A quem ele se destina e como você organizou a publicação para que ela tivesse um teor prático para o leitor?

Paulo: Desde o início de sua produção minha intenção foi usar palavras de fácil assimilação, sem o uso de termos técnicos e sem divagar em assuntos teóricos, pois o objetivo final sempre foi a população em geral, especialmente as pessoas que estão em situação mais vulnerável. Pois é perceptível que em muitas situações não há medidas estruturais que possam resolver os problemas e neste caso a autoproteção é a melhor opção para reduzir os impactos dos desastres.

Para facilitar a indução das pessoas ao uso efetivo do guia eu tive a preocupação de inserir formulários em seu interior, os quais podem ser preenchidos a punho, assim o próprio livro torna-se o plano de emergência familiar.

Fonte: http://www.ceped.ufsc.br/guia-de-autoprotecao-para-desastres-e-situacoes-de-anormalidade-entrevista-com-o-autor-paulo-de-almeida-sobre-o-livro/

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